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    Cirurgia Dermatológica

    O que é cirurgia dermatológica

    A cirurgia dermatológica engloba procedimentos cirúrgicos realizados no próprio consultório para diagnóstico e tratamento de lesões da pele. São intervenções minimamente invasivas, realizadas com anestesia local, com tempo curto de execução e recuperação rápida.

    É uma área central da dermatologia — tanto pelo aspecto preventivo e diagnóstico (biópsias, exérese de lesões suspeitas) quanto pelo terapêutico (remoção de lesões benignas, tratamento de câncer de pele e correção de imperfeições).

    Procedimentos realizados

    • Remoção de pintas (nevos melanocíticos)
    • Remoção de cistos epidérmicos e sebáceos
    • Remoção de fibromas, lipomas e queloides
    • Biópsia de pele (incisional e excisional)
    • Exérese de carcinomas basocelulares e espinocelulares
    • Remoção de verrugas virais resistentes
    • Remoção de queratoses seborreicas e actínicas
    • Eletrocoagulação de pequenas lesões
    • Pequenas reconstruções dermatológicas após exérese

    Como funciona o procedimento

    A maioria das cirurgias dermatológicas é feita em consultório, com anestesia local. O procedimento começa com antissepsia da área, infiltração de anestésico (lidocaína) e em seguida a exérese da lesão com bisturi ou shave, conforme indicação.

    A lesão removida é encaminhada para análise anatomopatológica sempre que houver suspeita de malignidade ou indicação clínica. Quando necessário, a sutura é feita com fio fino estético para minimizar a cicatriz. O resultado estético depende da técnica, da localização e do cuidado pós-operatório.

    Câncer de pele

    O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, com mais de 220 mil novos casos por ano. Os principais tipos são o carcinoma basocelular (mais comum, crescimento lento, raramente fatal), o carcinoma espinocelular (segundo mais comum, pode metastatizar se não tratado) e o melanoma (menos frequente, mas o mais agressivo).

    O diagnóstico precoce é fundamental — pequenas lesões tratadas a tempo têm cura em quase 100% dos casos. A avaliação inicia com dermatoscopia de alta precisão, que permite identificar lesões suspeitas antes mesmo que sejam visíveis a olho nu. Quando há indicação cirúrgica, a remoção é programada com margem de segurança adequada e o material é sempre encaminhado para análise histopatológica.

    Sinais de alerta (Regra ABCDE)

    • A — Assimetria — pinta com metades diferentes.
    • B — Bordas irregulares — contornos mal definidos ou denteados.
    • C — Cores variadas — mais de uma cor na mesma lesão.
    • D — Diâmetro — maior que 6mm — embora lesões menores também possam ser suspeitas.
    • E — Evolução — mudança recente de cor, tamanho ou formato. É o critério mais importante.

    Cuidados antes do procedimento

    Antes da cirurgia, a paciente é orientada a comunicar uso de medicações anticoagulantes, ácido acetilsalicílico (AAS), suplementos como ginkgo biloba, óleo de peixe ou vitamina E — que podem aumentar o sangramento e em alguns casos precisam ser suspensos. Pacientes com hipertensão devem manter a medicação no dia.

    É recomendado evitar bebida alcoólica nas 24 horas anteriores e chegar à clínica com a área limpa e sem cosméticos.

    Cuidados pós-cirúrgicos

    A recuperação é geralmente simples e domiciliar, com cuidados básicos:

    • Manter o curativo limpo e seco nas primeiras 24 a 48 horas
    • Trocar o curativo conforme orientação, com antibiótico tópico se prescrito
    • Evitar molhar a região durante o período inicial
    • Não fazer exercício físico intenso por 7 a 14 dias (varia conforme localização)
    • Evitar exposição solar direta na cicatriz por pelo menos 6 meses
    • Usar fotoprotetor rigoroso na cicatriz após a retirada dos pontos
    • Retornar para retirada dos pontos em 7 a 14 dias, conforme localização

    Cicatrização e resultado estético

    A cicatriz inicial fica vermelha ou rosada e amadurece progressivamente ao longo de 6 a 12 meses, ficando cada vez mais clara e plana. Pacientes com tendência a cicatrização queloide ou hipertrófica devem informar antes do procedimento — em alguns casos é possível usar técnicas e medicações preventivas (corticoide intralesional, silicone).

    A correção estética e a melhora da cicatriz podem ser potencializadas com laser, microagulhamento e cosméticos cicatrizantes no pós-operatório, conforme orientação.

    Contraindicações e cautelas

    • Infecção ativa na pele do local
    • Distúrbio de coagulação não controlado
    • Uso de anticoagulante (avaliar com cardiologista)
    • Doença sistêmica descompensada
    • Gestação (avaliar urgência caso a caso)
    • Tendência conhecida a cicatrização queloide (informar antes)

    Perguntas frequentes

    • A cirurgia dói? — Não. É feita com anestesia local, então durante o procedimento a paciente não sente dor — apenas a picada inicial do anestésico. No pós, pode haver leve desconforto controlado com analgésico simples.
    • Quanto tempo demora? — Procedimentos simples (pinta, biópsia, cisto pequeno) duram entre 15 e 30 minutos. Cirurgias maiores podem durar até 1 hora.
    • Fica cicatriz? — Toda cirurgia deixa cicatriz — o objetivo é que seja a menor e mais discreta possível. A técnica cirúrgica e o cuidado pós-operatório são fundamentais para o resultado estético.
    • Posso voltar ao trabalho no mesmo dia? — Na maioria dos procedimentos pequenos, sim. Em cirurgias maiores ou em áreas mais delicadas, pode ser indicado repouso de 24 a 48 horas.
    • Toda lesão removida é examinada? — Sempre que há suspeita de malignidade ou indicação clínica, a lesão é encaminhada para análise histopatológica em laboratório de referência.
    • Plano de saúde cobre? — A clínica atende convênio Unimed para procedimentos com indicação médica. Procedimentos puramente estéticos são particulares.

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